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Pacto de Atlanta (1999) – Aliança Batista Mundial

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Pacto de Atlanta (1999) – Aliança Batista Mundial

Pacto de Atlanta (1999) – Aliança Batista Mundial

O Pacto de Atlanta, que resultou do Encontro Internacional de Batistas Contra o Racismo e Conflitos Étnicos realizado em Atlanta (Geórgia, EUA), em janeiro de 1999, é uma declaração abrangente da posição da ALIANÇA BATISTA MUNDIAL contra o racismo e o preconceito étnico. Também representa um chamado à família batista mundial para trabalhar a fim de acabar com esses problemas e observar uma Década de Promoção da Justiça Racial.  

Uma convocação às igrejas batistas a se oporem ao racismo e ao conflito étnico e a trabalharem ativamente para estabelecer um testemunho unido por Cristo e Seu Reino. 

 Preâmbulo 

Como delegados do Encontro de Batistas contra o Racismo realizado nas históricas Igrejas Batistas Ebenezer/Rua Wheat, centro da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos e relacionados com o ministério de Martin Luther King, Jr., em Atlanta, Geórgia, de 8 a 11 de Janeiro de 1999, e 

a) Tendo ouvido a dor e as consequências do racismo sistemático em indivíduos e povos de todos os continentes,

b) Tendo sido confrontados mais uma vez com a chamada urgente e bíblica para a justiça e harmonia racial,

c) Reconhecendo nosso fracasso, através da apatia, silêncio e hostilidade, em tratar consistentemente o problema do racismo e conflitos étnicos. 

Resolvemos afirmar as disposições da Declaração de Harare, que estabelece: 

Reconhecemos que: 

O racismo está enraizado na natureza pecadora da humanidade e é evidente onde um grupo ou grupos de pessoas: 

a. Afirmam que, por hereditariedade e natureza, são superiores sobre o resto da humanidade. 

b. Oprimem outros através de meios políticos e econômicos para garantirem segurança e aceitação própria, privilégio e poder. 

c. Projetam sobre outro grupo ou grupos sua raiva, hostilidade, ódio e fracassos a fim de racionalizar seus sentimentos de superioridade. 

Portanto: 

Comprometemo-nos, com a ajuda de Deus, por meio do ministério de reconciliação a: 

  1. Promover a justiça social através de esforços para erradicar o racismo e confrontar os conflitos étnicos.
  1. Buscar a reconciliação entre as pessoas, a restauração de relacionamentos e, nas palavras de Martin Luther King Jr., “criar a comunidade amada”.

Os propósitos desse encontro internacional são esboçados a seguir 

  1. Desafiar as Convenções e Uniões Batistas de todo o mundo a confrontarem ativamente as questões raciais e de ódio étnico nas suas regiões. 
  2. Buscar assegurar que cada indivíduo participante deste encontro volte para casa comprometido com o trabalho de reconciliação étnica e racial. 
  3.  Fazer uma declaração afirmativa para o mundo batista, à comunidade cristã como um todo e ao mundo secular de que os batistas estão totalmente comprometidos a se oporem ao racismo e ao conflito étnico no nome de Cristo. 

Base Bíblica para a Reconciliação entre Nações e Raças 

1. O Deus que cultuamos é um Deus de Libertação e Liberdade 

– “a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos…” (Isaías 62:1, Lucas 4:18) 

Para a liberdade Cristo nos libertou…” (Gálatas 5:1) 

“onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” (II Cor. 3:17) 

Portanto, como batistas seguidores de Jesus Cristo, que veio para libertar toda a humanidade, estamos incumbidos da proclamação desta liberdade a todos os povos. O chamado do Evangelho para a liberdade está acima de nacionalidade, raça e gênero. Este é um chamado para trabalhar e tornar real o Reino de Cristo tanto nos indivíduos como na sociedade. O Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1:16)  

2. A Humanidade está Escravizada pelo Pecado e Alienação 

– “E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.” (Gen. 3:9-10)  

“Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão…” (Ex. 1:14)  

-“Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo.” (Gal. 4:3) 

– “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rom. 3:23) 

Por causa dos pecados da humanidade, o gênero humano está alienado de Deus e uns dos outros. A forma dessa alienação é comum a todas as nações e raças. Guerras, traição, escravidão, exploração econômica, orgulho, o desejo de poder, ganância, vêm tudo do coração do homem pecador. Etnocentrismo e racismo são sinais deste pecado e alienação. O poder do pecado se expressa de várias maneiras. Quando uma nação ou raça pensa ser melhor que outra, ela está vivendo em pecado. De fato, racismo é pecado. Isto é parte da servidão sob o qual a humanidade não redimida vive.  

3. Racismo e Conflitos Étnicos são contrários à Palavra de Deus: Jesus Cristo é o Poder de Deus que possibilita a Paz Étnica e Racial

– “E quando o estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o oprimireis. Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-ás como a ti mesmo, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR vosso Deus.” (Lev. 19:33,34) 

– “E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas quem lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo. A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo (este é o Senhor de todos)” (Atos 10:34-36) 

– “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.(Gal. 3:28-29)  

– “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.(Ap. 7:9-10) 

O chamado de Cristo é um chamado a toda humanidade. É uma convocação a todas as nações e raças, a todos os povos e tribos. Racismo e conflitos étnicos são uma negação do Evangelho e um obstáculo à missão e ao evangelismo. Mancha o indivíduo criado à imagem de Deus (Gen. 1:27) e nega a universalidade do Evangelho. Homens e mulheres que praticam o racismo e abrigam pensamentos racistas, não somente negam o Evangelho de Cristo, como também colocam suas próprias comunidades em perigo ao negligenciarem o Cristo dos Evangelhos e negarem a unidade pela qual Cristo morreu. 

1. Chamado à Ação para as Igrejas Batistas Contra o Racismo e o Etnocentrismo: O que devemos fazer agora! O Chamado do Evangelho Requer que os Seguidores de Cristo Sejam Agentes de Reconciliação

Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação.(II Cor. 5:19) 

2. Chamado Para a Renovação de Culto e Purificação

Com o Profeta Isaías proclamamos que iniquidade e assembleias solenes não são toleradas pelo Deus das Escrituras (Isaías 1:13):  “Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal. Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.(Isaías 1:15-17) 

Cultos segregados e unidades homogêneas produzem separação e frequentemente impedem a reconciliação étnica e racial. Convenções e Uniões Batistas são desafiadas a trabalharem em direção a estruturas que encorajam a unidade pela qual Cristo orou (John 17). 

3. Chamado ao Compromisso com Missão e Evangelismo Holísticos e Inter-raciais 

A oração de unidade de Jesus foi missiológica por natureza: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17:21).  Nossa falta de unidade é um obstáculo ao evangelismo. Diante de um mundo incrédulo, separar adoração e vida da igreja fortalece estruturas inflexíveis que previnem o amor e a unidade de Cristo de serem visivelmente expressados no mundo. O Evangelho que reconcilia une cristãos na adoração e é um julgamento profético contra o velho preconceito e o racismo!!  

4. Chamado para Trabalhar Pela Eliminação do Mercado Injusto e por uma Economia Mundial Justa

A economia mundial tem tendência a ser dividida entre o Norte rico e o Sul menos afluente. O Sul menos afluente inclui, predominantemente, pessoas de pele escura e grupos étnicos variados. Tradicionalmente, o Norte rico tem sido visto pelo mundo como “cristão”. Nós deploramos o fato de que em nossos dias o secularismo tem capturado as antigas nações “cristãs” apenas para torná-las mais nacionalistas, etnocêntricas e gananciosas por dinheiro e poder.  

Nós convocamos os irmãos e irmãs batistas de todo o mundo a continuarem em suas vidas e testemunho a missão encarnacional do Cristo que disse aos seus seguidores:  “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.(Mateus 25:35-36). Dessa maneira, eles devem ser encorajados a serem testemunhas contra o materialismo e uma cultura hedonista e sem Deus.  

O amor deve expressar-se na administração de leis justas e igualitárias. As Igrejas Batistas são encorajadas a se unirem para combater os sistemas de governo que prejudicam e perpetuam o preconceito racial e etnocêntrico.  

5. Chamado para a Proteção dos Direitos dos Povos Indígenas

 Frequentemente, a terra pertencente aos povos indígenas tem sido tomada por grupos imigrantes internos ou externos. O preconceito étnico e racial impossibilita sua completa integração à sociedade. Privação econômica e preconceito histórico têm frequentemente levado à segregação em reservas indígenas. Hoje, essas reservas indígenas estão frequentemente sob ataques e têm se tornado uma desculpa para governos negarem liberdade e interdependência. Além disso, restrições econômicas têm impedido o gozo da cidadania completa que outros possuem. 

Precisamos evitar que nosso silêncio seja interpretado como a afirmação do status quo. Tal silêncio tem frequentemente tornado mais difícil o evangelismo e até mesmo criado obstáculos para a proclamação do Evangelho. Devemos continuar a compartilhar o Evangelho como um direito inerente a esses povos.  

6. Chamado ao Estudo e à Afirmação do Relacionamento Entre Evangelho e Cultura

O chamado profético de Cristo é para redimir a cultura e ao mesmo tempo afirmá-la. A visão bíblica em Apocalipse de todas as nações e povos vindo para Cristo (Apocalipse 7) não é um chamado para a negação da cultura; antes a afirmação do maravilhoso espectro da graça de Deus expresso em muitas e diferentes línguas, grupos étnicos e nações. A fé cristã afirma necessariamente a cultura como um veículo de identidade e tradição dos povos. Onde a cultura é contrária às Escrituras, devemos ser testemunhas do sal e da luz de Cristo.  

Portanto, existe a necessidade de um protesto profético da Igreja contra a cultura não redimida.  Ao mesmo tempo, devemos afirmar o reflexo positivo e histórico da glória de Deus entre as culturas de todos os povos. Isto se aplica a todas as culturas, Norte e Sul, Oriente e Ocidente.   

Frequentemente, o colonialismo levou a cultura mas não Cristo, negando assim o poder do Evangelho e criando um sincretismo religioso desprovido de Cristo e de Seu poder. Jesus disse: E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim” (Jo 12:32). Exaltemos Cristo entre as nações e em todas as culturas. Não temamos a variedade de expressões culturais da fé cristã; afirmemos as Boas Novas de Cristo tomando forma nas culturas!  

7. Chamado ao Arrependimento

As Escrituras afirmam que todos somos pecadores e estamos distantes da glória de Deus (Romanos 3:23). Racismo e conflitos étnicos não estão limitados somente a uma raça, cultura ou grupo étnico. No entanto, é uma mancha nas chamadas nações cristãs do Norte, que, sendo brancas, têm incentivado e engendrado o racismo no trato com outras nações. Alegra-nos que estruturas injustas como o apartheid na África do Sul têm sido derrotadas. Confessamos que na América do Norte e na Europa muitas igrejas ainda continuam segregadas e que, no outroraOcidente cristão”, racismo e conflito étnico ainda prevalecem.   

Onde existe divisão e ódio, convocamos nossas igrejas a trabalharem por reconciliação e paz. 

RESOLUÇÕES  

  1. Resolvemos nos dedicar à justiça racial como parte integrante da proclamação das Boas Novas em Jesus Cristo

a) Testemunhar Jesus Cristo como Salvador e Senhor de maneira que assegure o impacto das Boas Novas em cada área da vida. 

b) Reconhecer que nossa proclamação do Evangelho não tem sempre incluído a necessidade do arrependimento dos pecados, especialmente o pecado do racismo.

c) Que nossa proclamação das Boas Novas e promoção da justiça racial deve ser intencional, sincera e assumida com integridade.

d) Afirmar que devido ao fato de que toda a humanidade é feita à imagem e semelhança de Deus, cada pessoa é importante e tem o potencial de se tornar uma nova pessoa em Cristo; devemos trabalhar pela reconciliação e justiça para todos.

e) Pedir à Aliança Batista Mundial que continue a expandir seu ministério de reconciliação em áreas específicas onde os batistas estão em conflito.

f) Afirmar a noção de que a vida da igreja baseada na homogeneidade racial reduz a capacidade das pessoas de entenderem o valor do outro.

g) Compartilhar as Boas Novas de Jesus Cristo com outros e também desejar receber essas mesmas Boas Novas dos que possuem outras origens étnica

  1. Resolvemos promover o Desenvolvimento Econômico como um passo adiante na direção da justiça racial

a) Apoiar o significado bíblico das iniciativas do Jubileu 2000 como alinhavado nas resoluções do Conselho Geral da Aliança Batista Mundial em 1998.

b) Afirmar a criatividade e os programas dos povos indígenas; capacitar suas lideranças.

c) Convocar as igrejas batistas a criar, dentro de suas próprias instituições, modelos de justiça econômica e desenvolver modelos econômicos alternativos para a globalização econômica.

d) Convocar as igrejas batistas (ricas e pobres) a participarem em iniciativas de cooperação econômica nas comunidades nas quais servem para o desenvolvimento econômico de suas comunidades. Deve ser parceria sem paternalismo.

 e) Educar todos os batistas nos assuntos e dinâmicas do conhecimento econômico.

 f) Encorajar as igrejas batistas em países desenvolvidos a formarem parcerias econômicas com igrejas em países em desenvolvimento. Iniciar viagens para transformação e estabelecimento de relações, criação de ambiente para parcerias e para mútua descoberta de recursos. 

 g) Assegurar que a igreja focalize nos mais vulneráveis da sociedade, abrangendo uma economia de sobrevivência e uma economia de libertação. 

 

  1. Resolvemos compreender a universalidade de Jesus Cristo como o meio de tratar das questões de justiça racial

 a) Reconhecer que cada indivíduo e cultura experimenta Jesus Cristo em seus próprios contextos, nenhum desses podendo representar inteiramente o Jesus histórico como um judeu do primeiro século.

b) Reconhecemos que o uso quase exclusivo de representações de Jesus como uma pessoa branca tem limitado nosso entendimento e testemunho da encarnação.

c) Portanto, recomendamos às nossas uniões e igrejas que:

            Requeiram aos seus ministérios de publicações o uso de imagens e idiomas multirraciais nos seus cultos e materiais educacionais.  

         Divulguem e usem formas de cultuar uns dos outros. 

        Encoragem igrejas de raças e grupos étnicos diferentes a celebrarem eventos significativos e  a comunhão juntos. 

        Promovam momentos pessoais de reflexão espiritual e arrependimento sobre nosso próprio racismo e promovam o dia da oração da Aliança Batista Mundial. 

        – Peçam à Aliança Batista Mundial que produza recursos visuais de culto que reflitam nossa diversidade para serem usados por nossas igrejas. 

 

  1. Resolvemos convocar as igrejas a desenvolverem um programa de Educação para promover um estilo de vida cristão que demonstre harmonia racial com justiça

       Portanto, recomendamos o seguinte: 

a) Que todos os ministros e líderes das igrejas sejam encorajados a receber treinamento em justiça racial, reconciliação e redistribuição de recursos.

b) Todas as igrejas procurem usar a rica diversidade da arte e da música para ensinar e celebrar a harmonia racial.

c) Desenvolver um programa educacional comunitário.

d) Promover modelos positivos e exemplares de todas as culturas em todos os materiais de educação.

e) Celebrar o Domingo de Justiça Racial.

 

  1. Observamos com gratidão a rica herança das comunidades batistas para missões internacionais. Apesar das intenções nobres, motivações sinceras e contribuições significativas nas áreas de educação, saúde, plantação de Igrejas, notamos que o racismo tem frequentemente manchado esses esforços e se expressado na forma de paternalismo, e a manipulação de recursos tem causado muita dor e frustração

a) Nós enfaticamente encorajamos a continuidade do movimento dos batistas na filosofia de missões que capacita a todos os Batistas a evangelizar e a discipular todos os povos do mundo.

b) Pedimos a todas as agências missionárias que:

       incluam intencionalmente os destinatários do Evangelho no desenvolvimento de estratégias, no gasto dos recursos, na aprovação de pessoal e no desenvolvimento de políticas. 

     Adotem políticas e estratégias em conjunto para expandir recursos e designar missionários. 

    Apresentar o Evangelho no contexto da cultura que está recebendo o mesmo sem comprometer sua essência. 

c) Convocamos, com senso de urgência, uma conferência internacional sobre missões, reunindo todas as agências missionárias batistas e seus parceiros para discutir, explorar e desenvolver uma estratégia de missão global abrangente e coerente.

 

  1. Resolvemos encontrar e, esperamos, aumentar os recursos e apoio para:

a) Encorajar igrejas, convenções e uniões batistas a fazerem um inventário dos seus recursos (tanto humano como financeiros e em espécie) a fim de determinar os meios  com os quais desejam contribuir e apoiar a década para promover a justiça racial. 

b) Convocar indivíduos dentro da familia batista cuja vocação o inquieta para erradicar o racismo e o conflito étnico para encontros regionais a fim de discutir os meios para a criação de uma rede de apoio para aqueles diretamente afetados pelo racismo e pelos conflitos étnicos e alcançar os objetivos deste encontro.

c) Explorar fontes alternativas de recursos para apoiar e aumentar a ênfase, dentro da Aliança Batista Mundial, na promoção da justiça racial e da reconciliação étnica.

d) Designar meios de recolher e comunicar as histórias de indivíduos e povos que têm experimentado o racismo e conflitos étnicos com a intenção de capturar as imaginações dos corações e o apoio dos batistas em todos os lugares.

Portanto, convocamos as convenções e uniões batistas para:  

UMA DÉCADA PARA PROMOVER A JUSTIÇA RACIAL (2000-2010) através de: 

a) Esforços para erradicar o racismo onde quer que ele apareça.

b) Participação na luta contra o conflito étnico.

Finalmente, irmãos e irmãs, admoestamos uns aos outros com as palavras das Escrituras: 

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai… e o Deus de paz será convosco.  (Filipenses 4:8-9) 

Nossa oração é a de que nós, que nos reunimos em Atlanta, retornemos às nossas igrejas e convenções/uniões batistas com uma nova visão e, capacitados pelo Espírito Santo, sejamos ministros de reconciliação racial e étnica e da paz através de Jesus Cristo nosso Senhor! A Deus seja a Glória, pois Ele tem feito grandes coisas!  

(Tradução: Alverson de Souza| Revisão: Flávio Conrado) 

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